NOVENA
EM HONRA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
De
10 a 18 de Junho – Festa, 19 de Junho
NONO
DIA: O
CORAÇÃO DE JESUS, PENHOR DE VIDA ETERNA
ORAÇÃO
PREPARATÓRIA:
Lembrai-vos,
ó dulcíssimo Jesus, que nunca se ouviu dizer que alguém recorrendo
com confiança ao vosso Sagrado Coração, implorando vossa divina
assistência e reclamando a vossa infinita misericórdia, fosse por
Vós abandonado. Possuído, pois, e animado da mesma confiança, ó
Coração Sagrado de Jesus, Rei de todos os corações, recorro a
Vós, e gemendo debaixo do peso de meus pecados, prostro-me diante de
Vós. Meu Jesus, pelo Vosso precioso Sangue e pelo amor de vosso
Divino Coração, peço-vos não desprezeis as minhas súplicas, mas
ouvi-as favoravelmente e dignai-vos atender-me. Amém.
MEDITAÇÃO
DO DIA
Pondera,
alma minha, que assim como o coração humano é o princípio da vida
temporal, assim o Coração de Jesus é para nós o princípio da
vida eterna; porque se para a vida eterna é necessário o perdão
das culpas e a remissão dos pecados, saindo deste Coração sangue e
água, e tendo nós o Sangue de Cristo como fundamento de nossa
redenção, e na água uma representação do Batismo, sem o qual
ninguém entra na glória, segue-se daqui, que este Coração é a
porta por onde todos entram para a vida eterna. Assim como Deus lá
no Paraíso deu a vida ao homem com um sopro, também com um outro
sopro infundiu Cristo nos seus discípulos a graça do Espírito
Santo, porque como o hálito da boca sai do coração, quis Cristo
mostrar que do seu Coração é que nos vem a graça. Pois, alma
minha, se tu crês tudo isto, sabe, que se amares a este Divino
Coração, e o imitares, alcançarás a graça, e conseguirás a
glória na vida eterna.
Padre
Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.
Jesus
manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao
Vosso.
ORAÇÃO
FINAL:
Dulcíssimo
Coração de Jesus, vosso precioso Sangue é a vida da minha alma, só
em Vós quero viver, só a vós quero amar e servir. Pela sede
ardente que Vos abrasa de me salvar, iluminai o meu espírito com a
luz de vossa Divina Graça. Santificai o meu coração, fortalecei a
minha vontade, perdoai os meus pecados e curai todas as minhas
misérias. Aumentai minha fé, fortificai a minha esperança e
acendei em mim cada vez mais o fogo do vosso santo amor. Concedei-me,
enfim, todas as graças que espero alcançar
com esta novena. Ó dulcíssimo Jesus, vivei em mim agora e por todo
o sempre. Amém.
Doce
Coração de Jesus, fazei que eu vos ame cada vez mais.
LADAINHA
DO SAGRADO CORAÇÃO
Senhor,
tende
piedade de nós.
Jesus
Cristo, tende
piedade de nós.
Senhor,
tende
piedade de nós.
Jesus
Cristo, ouvi-nos.
Jesus
Cristo, atendei-nos.
Pai
Celeste que sois Deus, tende
piedade de nós.
Filho,
Redentor do mundo, que sois Deus, tende
piedade de nós.
Espírito
Santo, que sois Deus, tende
piedade de nós.
Santíssima
Trindade, que sois um só Deus, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, Filho do Pai Eterno, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, de majestade infinita, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, templo santo de Deus, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, tabernáculo do Altíssimo, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, casa de Deus e porta do Céu, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, fornalha ardente de caridade, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, receptáculo de justiça e amor, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, cheio de bondade e amor, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, abismo de todas as virtudes, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, digníssimo de todo louvor, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, rei e centro de todos os corações, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, no qual estão todos os tesouros da sabedoria e da ciência,
tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, no qual habita toda plenitude da divindade, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, no qual o Pai Celeste põe as suas complacências, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, de cuja plenitude nós todos participamos, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, desejo das colinas eternas, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, paciente e misericordioso, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, rico para todos os que vos invocam, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, fonte de vida e santidade, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, propiciação para os nossos pecados, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, saturado de opróbrios, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, atribulado por causa de nossos crimes, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, feito obediente até a morte, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, atravessado pela lança, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, fonte de toda a consolação, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, nossa vida e ressurreição, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, nossa paz e reconciliação, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, vítima dos pecadores, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, salvação dos que em Vós esperam, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, esperança dos que em Vós expiram, tende
piedade de nós.
Coração
de Jesus, delícias de todos os santos, tende
piedade de nós.
Cordeiro
de Deus que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos
Senhor.
Cordeiro
de Deus que tirais os pecados do mundo,
ouvi-nos Senhor.
Cordeiro
de Deus que tirais os pecados do mundo, tende
piedade de nós.
℣
.
Jesus, manso e humilde de coração,
℟
.
Fazei o nosso coração semelhante ao vosso.
Oremos:
Onipotente e sempiterno Deus, olhai para o coração de vosso
diletíssimo Filho e para os louvores e satisfações que Ele vos
tributa em nome dos pecadores, e àqueles que invocam vossa
misericórdia, concedei benigno o perdão, em nome do mesmo Jesus
Cristo, vosso filho, que convosco vive e reina, juntamente com o
Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.
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FONTE:
http://www.assumptaest.org/ns/wp-content/uploads/2018/06/Novena-em-honra-do-Sagrado-Cora%C3%A7%C3%A3o-de-Jesus.pdf
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A
TERCEIRA REVELAÇÃO — A FESTA SOLENE DO SAGRADO
CORAÇÃO DE JESUS — AS PRIMÍCIAS DAS ADORAÇÕES AO CORAÇÃO
DIVINO — A UNIÃO DE TRÊS CORAÇÕES.
“Deus
Nosso Senhor lhe enviava de fato um religioso dotado de eminente
virtude e ciência profunda, para esclarecê-la nas suas dúvidas e
assegurar-lhe que, vindo do céu todas as suas visões, nada havia
que temer.
Esse
religioso foi por Deus escolhido entre os Padres da Companhia de
Jesus, para recompensar esta Congregação dos serviços prestados à
Igreja. Os Padres da Companhia tinham educado boa parte da juventude
europeia, civilizado o Paraguai, evangelizado o Japão, derramado o
seu sangue em mil regiões inóspitas, enriquecido a civilização de
numerosas descobertas, posto um dique poderoso à heresia protestante
e jansenista e embalsamado o mundo com o perfume das mais belas
virtudes. Cláudio de la Colombière era enviado como superior da
residência de Paray. Convidado a fazer uma conferencia às irmãs da
Visitação, apenas Margarida o divisou, pareceu-lhe ouvir estas
palavras: «É
este o que eu te envio».
Parece que Deus revelara àquele Padre tudo o que se passava na alma
da santa, porquanto na confissão lhe falou como se de há muito a
conhecera, apesar de nunca ter estado em Paray, nem em Lhautecourt.
Pouco
tempo depois teve o Padre de la Colombière uma conferência com
Margarida, a qual lhe manifestou todas as graças de que o Senhor a
cumulava, os juízos pouco favoráveis que recebera e a dúvida
angustiosa de ser presa das astúcias do espírito maligno. O santo
religioso assegurou-lhe que nada havia a temer no que ela praticava,
uma vez que não se afastasse nem uma linha da voz da obediência;
que devia seguir o espírito que a animava, entregando-lhe todo o seu
ser, para se sacrificar e se imolar segundo a vontade dele. Admirou a
grande bondade divina que não se cansava das suas resistências e
exortou a apreciar os seus dons e a receber com respeito e humildade
as frequentes comunicações e os tratamentos familiares com que a
distinguia, acrescentando que ela devia dar contínuas ações de
graças a tão grande misericórdia. E tendo-lhe ela observado que o
Divino Esposo a seguia tão de perto, sem exceção de tempo e de
lugar, que ela não podia fazer oração vocal e com todos os seus
esforços, não conseguia rezar o rosário, o iluminado religioso
disse-lhe que não fizesse violência e se contentasse de rezar as
orações vocais de pura obrigação. Estas palavras deram luz ao
espírito de Margarida e restituíram-lhe a paz.
Entretanto
aproximava-se o grande dia ia terceira visão. Até aqui a humilde
donzela tinha recebido favores íntimos e Jesus lhe pedira práticas
individuais; agora devia confiar-lhe a missão pública de tornar
conhecido e amado o seu adorável Coração e conseguir que toda a
Igreja, desde o Papa, que cinge a tiara suprema, até a humilde monja
do claustro, desde o príncipe até o vassalo, viesse prostrar-se
diante dele para lhe render homenagem.
Era
durante a oitava do SS. Sacramento, a 16 de Junho de 1675. A santa
estava ajoelhada com os olhos fitos no Tabernáculo. De repente
apareceu-lhe Nosso Senhor sobre o altar e, mostrando-lhe o seu Divino
Coração, disse-lhe:
«Eis aqui o Coração que tanto amou aos homens, nada poupando até
definhar e consumir-se para dar testemunho do seu amor; e eu, neste
mistério de amor, da maior parte dos homens só recebo ingratidões,
irreverências e sacrilégios, friezas e desprezos com que me afligem
neste Sacramento de amor. E o que me é mais doloroso, acrescentou
com um acento que calou profundamente no coração de Margarida,
é que esses são corações, a mim consagrados».
Pediu-lhe, então Jesus que fizesse estabelecer na Igreja uma festa
especial para honrar o seu Divino Coração. «É
por isso que te peço que na primeira sexta-feira depois da oitava do
SS. Sacramento me seja dedicada uma festa particular para honrar o
meu Coração, participando naquele dia da S. Comunhão, e fazendo
honrosa emenda e reparação decorosa pelas indignidades que ele
recebe. E eu te prometo que o meu Coração se dilatará para
expandir com abundância as riquezas do seu amor sobre todos aqueles
que lhe prestarem essa honra ou procurarem que por outrem lhe seja
prestada».
É
esta a revelação mais célebre e que contem tudo o que concerne à
devoção do Coração Divino de Jesus: o seu princípio, que nada
mais é do que o amor infinito de Deus pelos homens; o seu objeto,
que é o de oferecer um culto de reparação, de conforto e de
honrosa emenda; o seu caráter, que é o de ser um culto público,
prestado por toda a Igreja; por fim, os seus efeitos, que consistem
numa nova efusão de amor divino na Igreja e mais particularmente nas
almas pias que se tornarem propagadoras e apóstolos.
Esta
revelação foi mais tranquila; produziu-lhe uma serena alegria e
nenhuma das fortes emoções que caracterizaram as duas primeiras. A
humilde donzela sentia-se recolhida, atenta, feliz; admirou-se
unicamente da missão que lhe era confiada e perguntou a Jesus como
deveria proceder. O Esposo Divino respondeu-lhe que fosse ter com o
seu servo, o qual lhe tinha sido por Ele expressamente enviado.
O
Venerável Padre de la Colombière, ouvindo a narração daquela
visão maravilhosa, pediu-lhe que lh'a desse por escrito a fim de a
estudar atentamente e meditá-la na oração e no recolhimento.
Depois de maduro exame, iluminado pelo Céu, declarou à santa que
aquela revelação vinha sem dúvida de Deus e que nela podia
confiar. Tranquilizada pelas suas palavras, Margarida ajoelhou-se
diante do Coração Divino e consagrou-se solenemente a Ele,
prestando-Lhe por primeira uma das mais puras homenagens. O Venerável
Padre de la Colombière uniu-se a ela consagrando-se também ao
Coração de Jesus.
Era
na sexta feira, 21 de Junho do 1675, o dia seguinte ao da oitava do
Corpus Christi, exatamente o designado pelo Divino Salvador para se
celebrar a festa em toda a cristandade. Assim recebia, na pessoa de
um santo sacerdote e de uma humilde donzela, as primícias daquelas
adorações, que a Santa Igreja inteira, de levante a poente e do
setentrião ao meio dia, devia prestar-lhe dentro em breve.
Ó
Coração dulcíssimo, templo augusto da SS. Trindade, fornalha
ardente do supremo amor, límpida nascente de vida eterna, prostro-me
eu também à tua presença e consagro-me inteiramente ao teu
serviço, prometendo trazer a teus pés a quantos puder e tornar-te
conhecido e amado por todos. Comunica, eu te suplico, ao meu coração
uma centelha do teu amor ardente, para que ele se consuma em
holocausto e só por Vós palpite. Quero viver ao sopro suave da tua
devoção e morrer apertando o teu Coração contra o meu, dormindo o
sono da morte sobre o teu peito adorável, à imitação do Discípulo
Amado.”
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FONTE:
opúsculo
Santa
Margarida Maria Alacoque A esposa do Sagrado Coração de Jesus
História da sua Vida, Compilada
pelo Servo de Deus Pe. André Beltrami da Pia Sociedade Salesiana,
Escolas Profissionais do Lyceu C. de Jesus, 2ª edição brasileira,
São Paulo/1932, excertos
do Cap. XVIII, pp. 51-53. Obra em formato PDF obtido do blog
Alexandria
Católica
– Texto revisto e atualizado.