«Eis o Coração que tanto amou os homens, que não poupou nada até esgotar-se e consumir-se, para lhes testemunhar seu amor; e por reconhecimento não recebe da maior parte deles senão ingratidões.»(Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque)

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

SANTA MARGARIDA MARIA: O CORAÇÃO DE JESUS QUER REINAR EM TODOS OS CORAÇÕES + 1

SANTA MARGARIDA MARIA: O CORAÇÃO DE JESUS QUER REINAR EM TODOS OS CORAÇÕES + 1



Se o Coração de Cristo se revelou de modo todo particular a Santa Margarida Maria, foi menos por causa dela do que pela salvação das almas: “O Sagrado Coração fez-me compreender ... que as mercês de que me faria não seriam tanto por mim como para os que ele me haveria de enviar” (C. 5). E ainda à irmã Joly, de Dijon: “O adorável Coração de Jesus quer estabelecer seu reino de amor em todos os corações, destruir e arruinar o de Satanás. Parece-me que o deseja tanto que promete grandes recompensas aos que de bom grado se dedicarem a isso de todo o coração, segundo a capacidade e as luzes que lhe der” (C. 118). Foi o que, de resto, Cristo lhe declarou na primeira aparição: É preciso que meu Coração difunda por meio de ti as chamas de sua ardente caridade e se manifeste aos homens para enriquecê-los com seus preciosos tesouros ... que contêm as graças santificantes e salutares para retirá-los do abismo da perdição (A. 53). Tal é “o derradeiro esforço de seu amor ... para “favorecer os homens, nesses últimos séculos, com uma redenção amorosa” (C. 133).

Desta forma, pelo culto do Coração de Jesus, propõe-se a salvação de todos os homens, primeiro aos pecadores, aos que Satanás “precipita aos montes no caminho da perdição” (C. 133). É mister, pois, “retirar as almas do caminho da perdição eterna” (C. 97, 100, 102, 131, 132, 133) e as “colocar no caminho da salvação” (C. 131, 132).

Mas também são convidadas a honrar particularmente o Coração de Cristo as comunidades – famílias naturais e famílias religiosas –, para que este Coração lhes traga uma “proteção particular de amor e de união” (C. 52). Este divino Coração “trará todos os corações unidos para fazer deles um como o dele” (C. 131). Destas comunidades afastará os golpes da justa cólera de Deus, pondo-as em graça, se pelo pecado decaíram da caridade (C. 35, 36, 131).

Enfim, são chamadas a uma devoção toda especial ao Coração de Jesus as almas escolhidas por Deus, consagradas a seu serviço e glória, para que sejam fiéis à sua vocação e atinjam uma alta perfeição. “Se desejais... chegar à perfeição que ele deseja de vós, escreve Santa Margarida Maria à Madre de Soudeilles, é preciso que façais de vós mesma um inteiro sacrifício para o seu sagrado Coração... sem reserva, para não querer mais nada senão pela vontade deste amável Coração, nada amar senão através de suas afeições, não agindo senão por suas luzes, jamais empreendendo nada sem primeiro pedir-lhe auxílio, dando-lhe a glória de tudo e até mesmo rendendo-lhe ação de graças tanto nos maus como nos bons sucessos de nossos trabalhos, sempre contentes, sem nos perturbar em nada; contanto que esse divino Coração esteja contente, seja amado e glorificado, isto deve bastar-nos” (C. 28).

Não vos considereis mais do que coisa que pertence e depende do adorável Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, recorrendo a ele em todas as vossas necessidades e estabelecendo ali a vossa morada, quanto vos for possível. Ele reparará o que possa haver de imperfeito em vossas ações e santificará as boas, se vos unis em tudo a seus desígnios... para lograr para si muita glória por vosso meio, caso o deixeis agir” (C. 28).

Tais são os que mais particularmente são chamados a viver com o Coração de Cristo, para “honrá-lo, amá-lo e glorificá-lo”, segundo a expressão de Santa Margarida Maria (C. 86, 92, 59, 133).

  • Legenda:

  • C. = Cartas

  • A. = Autobiografia



CONSAGRAÇÃO DO GÊNERO HUMANO AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

(Para a Festa de Cristo Rei, ou qualquer outro tempo)


Dulcíssimo Jesus, Redentor do gênero humano, lançai sobre nós, que humildemente estamos prostrados diante do Vosso altar, os vossos olhares. Nós somos e queremos ser vossos; e, a fim de podermos viver mais intimamente unidos a Vós, cada um de nós se consagra espontaneamente, neste dia, ao Vosso Sacratíssimo Coração. Muitos, desprezando Vossos Mandamentos, Vos renegaram. Benigníssimo Jesus, tende piedade de uns e de outros e trazei-os todos ao Vosso Sagrado Coração. Senhor, sede Rei, não somente dos fiéis que nunca de Vós se afastaram, mas também dos filhos pródigos, para que retornem o quanto antes à Casa Paterna, para não perecerem de miséria e de fome. Sede Rei dos que vivem iludidos no erro, os separados de Vós pela discórdia; trazei-os ao porto da Verdade e à unidade de Fé, a fim de que em breve haja um só rebanho e um só Pastor. Sede Rei de todos aqueles que estão ainda sepultos nas trevas da idolatria e do Islamismo, e não recuseis conduzi-los, todos, à luz e ao Reino de Deus. Volvei, enfim, um olhar de misericórdia aos filhos do que foi outrora vosso povo escolhido; desça, também sobre eles, num Batismo de redenção e de vida, aquele Sangue que um dia invocaram sobre si. Senhor, conservai incólume a Vossa Igreja e dai-lhe uma liberdade segura e sem peias; concedei ordem e paz a todos os povos; fazei que, d'um polo a outro do mundo, ressoe uma só voz: Louvado seja o Coração divino que nos trouxe a salvação; honra e glória a Ele por todos os séculos dos séculos. Assim seja. (5 anos; plenária, no fim do mês. No ato público do dia de Cristo Rei, 7 anos, e plenária a quem tiver confessado e comungado)





NOTA: No próximo domingo, dia 25 de Outubro (o último do mês), a Igreja, segundo o Rito Tradicional (ou Extraordinário), celebrará a Festa de Cristo Rei. No Rito Ordinário, este ano, a solenidade ocorrerá no próximo dia 22 de Novembro.





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FONTES: 1. texto para meditação: opúsculo Doutrina e Espiritualidade de Santa Margarida Maria, Jean Ladame, Edições Loyola, 2017, Cap. 5, pp. 83-84; 2. oração de consagração: opúsculo Pequeno Devocionário do Sagrado Coração de Jesus, Editora Missões Cristo Rei – Apostolado da Oração Missões Cristo Rei, p. 26.

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

16 DE OUTUBRO – FESTA DE SANTA MARGARIDA MARIA ALACOQUE, VIRGEM.

16 DE OUTUBRO – FESTA DE SANTA MARGARIDA MARIA ALACOQUE, VIRGEM. A CONFIDENTE DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS



No século XVII, no campo religioso, o jansenismo – espécie de infiltração do espírito calvinista protestante dentro da Igreja – causava na Filha Primogênita grandes estragos nas almas dos fiéis, destruindo nelas a noção da misericórdia de Deus e da confiança filial que devemos ter em relação ao Pai Celeste. Inculcava-lhes também um temor desprovido de amor, fazendo-as fugir dos Sacramentos, sobretudo da Eucaristia.

Foi então que o Sagrado Coração de Jesus apareceu a Margarida Maria, jovem religiosa da Ordem da Visitação, fundada por São Francisco de Sales e Santa Joana de Chantal, para transmitir sua mensagem de misericórdia e confiança, expressa no Coração humano e divino do Verbo Encarnado.

Filha de Cláudio Alacoque e de Felisberta Lamyn, Margarida Maria foi a quinta dos sete filhos do casal, nascida a 22 de Julho de 1647.

Deus a queria só para Si. Por isso, como ela mesma conta em sua Autobiografia, Ele a preveniu praticamente desde o berço da mais leve mancha de pecado. O Divino Mestre a dirigia nos segredos da vida interior, para que sua comunicação fosse só com o Céu.

Santa Margarida Maria era grande mística, e vivia quase por completo imersa no sobrenatural. Entrou na Visitação, em Paray le Monial, aos 23 anos. Nele recebeu as três grandes Revelações do Sagrado Coração de Jesus que estão na origem do admirável desenvolvimento que essa devoção encontrou em todo o mundo.

Santa Margarida Maria morreu em 17 de outubro de 1690. O seu corpo repousa sob o altar que lhe é dedicado na capela das visitandinas. Foi canonizada por Bento XV em 1920.

Citamos aqui, para proveito de nossos leitores, apenas a primeira das grandes revelações. “O meu divino Coração está tão abrasado de amor para com os homens, e em particular para contigo que, não podendo já conter em si as chamas de sua ardente caridade, precisa derramá-las por teu meio, e as manifestar para os enriquecer de seus preciosos tesouros, que eu te mostro, os quais contêm a graça santificante e as graças salutares indispensáveis para os apartar do abismo da perdição”.


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FONTE: IPCO- Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.